quinta-feira, 16 de junho de 2016

Livro "Lírica Abissal", de Alex Dias - onde comprar?!

O livro, “Lírica Abissal”, de Alex Dias, está à venda no site da Editora Urutau.

Para comprar é muito fácil: basta acessar o portal da editora, ir em catálogo e fazer sua compra. www.editoraurutau.com.br


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 Acesse o site da Editora Urutau

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

essa flor brotou nos ossos

raspando-os com seus espinhos,
ferindo as camadas claras
enquanto calma caminha.

rumo ao céu com seu perfume,
deixa a terra por destino

e leva consigo uma era
em que vários inimigos
parasitam em suas pétalas

– não dos ossos, mas sim, dos vivos –
num campo todo de pedras

ela, exígua, resistindo


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Alex Dias tem poemas publicados na revista literária Contratiempo, em Chicago/USA

Lindeza!!! Tem poemas meus publicados, entre outros novíssimos poetas brasileiros, na edição de outubro da revista literária contratiempo - que é de publicação gratuita impressa e distribuída para os falantes do castelhano que residem em Chicago, nos Estados Unidos.
Meus poemas estão na página 27. A tradução para o castelhano desses poemas foi realizada por Xanath Caraza.
O texto de apresentação e a curadoria é de Adriana Zapparoli, que também tem um texto poético publicado na edição.
Os outros poetas brasileiros publicados são: Ricardo Pozzo, Límerson Morales, Carlos Silva, Carla Cabatti e Bianca Velloso.



Abaixo, os poemas em português:


giz em aguarrás
  
escava-se o solo pátrio,
mas a língua, ferida,
não cabe na cova,
nem cabe a vergonha
do povo que sangra
em trincheiras
de classes

escava-se o solo,
são fósseis frágeis
numa terra que perde
suas árvores
e amplia suas sombras

mas os ossos
 resistem
empunhando palavras

mesmo trincados,
mancos caminham
em frente
sustentando as vozes
de uma legião de famintos



***


ubuntu,
            meu coração desafia
                            não ser um.

juntos, compartir o fruto.
nem mesmo as mãos
são só duas, quando estendidas
ao futuro.

bem mais em mim que o dobro
em tudo, revoluz, vislumbro o todo
e pó, que sou, solto pelo mundo.

seguem as dunas
e não duram eternas ao vento.
à margem do mar, marejado olhar suspenso,
aconchega a ilusão de um mundo tão pequeno;
até correr, pés, utopia, o espaço incalculável
do universo, quando esquecemos o tempo:

cemitério indesvendável do nada